As pernas refletiram o peso
que eu carregava na cabeça
Desequilibra/Desequilíbrio
Na real, a vontade era de pedir
pra examinar o coração
Um remédio pra ele talvez funcionaria
Troquei de dor
e vi um olhar de preocupação
um desespero de querer sentir aquilo por mim
e isso me ajudou a desacelerar
um pouco
de novo
Eu ainda sei o meu remédio
Eu ainda sinto os seus efeitos
Mas vou me permitir essa antiga/nova medicação
Tem que funcionar.
De 3 em 3 horas, uma dose
Gelo, ressonância, gesso
e mudança adiada.
Fuso horário particular
Os joelhos não colaboraram,
não me sustentaram
e hoje, não existiria lugar melhor pra terminar o dia:
Emergência 24 horas
Vou me cuidar...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Eu, reticências (...)
Engoli
diversos pedaços de cacos de vidro
com gosto doce de uma saudade
sem respostas
e senti o sabor do desespero
do despertar
de um equilíbrio desequilibrado
e chorei feito uma criança
que caiu do balanço,
feito um pesadelo que não dá pra lembrar pra contar
só o susto
só o grito
e pedi licença
entendi tudo que li antes de engolir
mas doeu, sem necessidade de um porque,
e me fez querer que o bem do mundo inteiro
chegue onde os meus braços não alcançam
O meu coração tá lá pra ajudar
engoli
metade das palavras que estão aqui dentro
desejando passear sem freio
e me tornei reticências.
(...)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Liz
Sonhei com ela.
Loirinha sapeca e linda.
Me dizia pra ter calma
que ela só ia demorar mais
alguns pouquinhos
que tava feliz
me olhando de lá
e sempre que podia
ficava pertinho
Tem as minhas pintinhas
Tem o meu sorriso
Me tem inteira
Desde agora
Eu sorria e dizia
que eu vejo ela em várias outras
e que a gente vai se encontrar
tem uma data, em algum plano,
uma luz que nos espera.
Vó Dite tá aqui comigo e me ajuda
a te esperar
e te encher de energia azul
ela me disse com sua voz doce
Ela é doce.
Acordei feliz.
Chorei feliz.
Passei a mão pela barriga
bem lentinho
e suspirei as palavras:
Liz, tô te esperando, tá?
Meu presente do dia
Eu vi de longe
ele se preparava pra atravessar a rua
com seu netinho fardado
Cabelos brancos, olhar cansado
todo o sol do mundo em sua testa
Parei, fiz sinal pra ele vim
o semáforo tava quebrado
e ele fazendo sinal que não dava
os outros carros não deixavam
Sem pensar
Atravessei meu carro na pista
na horizontal
Ele puxando o neto pelo braço
e olhando pra mim sorrindo
andando bem rápido
desespero e alegria
e eu de cá,
sorrindo igual uma criança bobona
Passou.
Esqueci as mil buzinas, e sorri pra ele
Me acenou com as mãos sem parar
futucou o netinho pra me agradecer também
que começou a pular achando tudo engraçado.
Do retrovisor ainda consegui ver ele me balançando a mão
e sorrindo
e sorrindo (...)
Consertei o carro na pista.
Lembrei que era o mesmo local que quase fui assaltada semana passada.
Perdoei aquele espaço.
E fui
E fui pra um dia completamente AZUL.
E o rosto daquele velhinho não sai da minha cabeça.
Meu presente do dia.
ele se preparava pra atravessar a rua
com seu netinho fardado
Cabelos brancos, olhar cansado
todo o sol do mundo em sua testa
Parei, fiz sinal pra ele vim
o semáforo tava quebrado
e ele fazendo sinal que não dava
os outros carros não deixavam
Sem pensar
Atravessei meu carro na pista
na horizontal
Ele puxando o neto pelo braço
e olhando pra mim sorrindo
andando bem rápido
desespero e alegria
e eu de cá,
sorrindo igual uma criança bobona
Passou.
Esqueci as mil buzinas, e sorri pra ele
Me acenou com as mãos sem parar
futucou o netinho pra me agradecer também
que começou a pular achando tudo engraçado.
Do retrovisor ainda consegui ver ele me balançando a mão
e sorrindo
e sorrindo (...)
Consertei o carro na pista.
Lembrei que era o mesmo local que quase fui assaltada semana passada.
Perdoei aquele espaço.
E fui
E fui pra um dia completamente AZUL.
E o rosto daquele velhinho não sai da minha cabeça.
Meu presente do dia.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Eu chorei
Eu vi um Cacique chorar
eu chorei
ela liberou
quem manda é ela
Eu me importo com a existência deles
grupos étnicos
mais de 8
e que fosse apenas a unidade
eu me importo com a história
origem
cultura
gente
de carne
osso
magia
energia
Ela eu não sei
Desordem
Progresso Desleal.
Falta lógica
sobra poder
que não faz chover
não cura
não me instiga
me irrita
Foda-se o sistema.
A natureza responderá
Ela sentirá
Sentiremos por ela
Livre-arbítrio , mulher primeira.
Eu cuido do
meu.
sábado, 1 de outubro de 2011
O que será?
Acendo um cigarro
e fumo da janela
de Amsterdan
olhando a do vizinho
de cá pra lá
de lá pra cá
fora do andamento
e um tanto suspeito.
Visão lusco-fusco
aperto os olhos e
uma outra dose de Quilmes
gelada
pra dentro.
Não vejo mais os movimentos
Outro careta
Outra dose
Chico Buarque de trilha
Um barulho
Meio grito
O que será, que será?
O vizinho desce as escadas
trocando os passos
com um revolver na mão
Corro pra Londres
me deito
conto até 10
na promessa de não beber mais
Partindo de amanhã
Viro mais uma dose
e já posso começar a ler Bukowski
Ah, o amor!
O amor é um cão dos diabos.
Era uma vez...
Era uma vez
um ele
e uma ela
e uma ela
e histórias iguais
que se entrelaçavam
como contos de fadas.
Eles tinham um mundo
só deles,
secreto,
e dedicavam-se a isso
como feijão e arroz.
A combinação perfeita
de um troca incerta
e tão real.
E o fim da história
pouco se importam em contar
nem pensar
só sentir.
E vivem felizes para sempre.
Assinar:
Postagens (Atom)